Velhas ideologias corroem o país

Simplesmente, a esperança de um país grande e salutar foi jogado para o ralo. Hoje, evidenciamos uma nação governada por políticos que se lambuzam de vantajosas e nefastas regalias. Que profanam velhas ideologias utópicas, vagas e sem nexo. Que, ao invés de preocuparem-se com os problemas da nação, planejam a blindagem de um corroído indivíduo. Entristecedor é observar que perdemos tempo e energia em acreditar nessas mesmas pessoas. Acreditávamos que o slogan “a esperança venceu o medo” seria o prenuncio de uma nova era para o país. Erramos! Fomos iludidos por encantadores de serpentes que procuravam apenas roubar milhões, trocarem favores, para depois dizerem que nada sabem. A ilusão de um ultrapassado populismo faz com que a Republica estremeça, a cada minuto, em uma crise aguda que só piora e agoniza a todos. Se eu era contrário à destituição deste governo, acabo de mudar de opinião. Não há mais argumentos que sustente um governo corrupto na liderança da nação. Mas isto, dentro de mim, gera medo e desconfiança. Não temos liderança. Cadê os “Ulysses Guimarães”? Ou os “Tancredos Neves”? Lideranças políticas que traziam equilíbrio em momentos difíceis. Hoje, a oposição, também, está corrompida. Estamos em um barco sem rumo. Eu tenho medo de que algo pior aconteça! Sofreremos, ainda mais!

Leonardo Patikowski,

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A falta de preparo dos departamentos de Recursos Humanos

Muitos conhecidos, nesses últimos meses, se queixam  da negligência de algumas empresas em não se posicionarem quanto aos processos seletivos que decorrem. São queixas que vão desde a falta de devolutivas até o cancelamento de alguns processos. Recentemente, venho sentindo na pele esse tipo de situação, algumas delas beiram a situações um tanto estapafúrdias.

Gostaria de entender essas empresas que chamam o candidato para longos e desgastantes processos seletivos. Fazem-no participar de dezenas de testes e entrevistas. Em muitas oportunidades é preciso dispor de tempo e dinheiro (pois, há passagens para pagar) para no final anunciarem que a vaga foi cancelada ou colocada em stand by. Entre os pouquíssimos retornos, vem a informação que o problema é o atual cenário econômico. Ora, se esse é o motivador de todo o problema, os departamentos de recursos humanos, dessas empresas, precisam avaliar melhor seus processos seletivos a começar em não anuncia-los. Não dá para culpar somente a crise econômica pelos abruptos cancelamentos dos processos. É fato que estamos passando por um momento delicado, mas se houvesse um pouco de organização, sensibilidade e coerência os RH poupariam ambas as partes de extenuantes constrangimentos. Se possuem consciência que não podem contratar, porque despender tempo e energia em chamar um candidato? Isto, não só cria falsas expectativas (uma vez que o candidato esta desesperado por uma recolocação) como desgasta a todos. É, justamente, a falta de preparo e de não saber lidar com o atual cenário que explica o porquê de tanta desorganização e despreparo na área.

O fato é que os RH das empresas não estão sabendo lidar com a atual crise. Justo eles que deveriam estar preparados para o nada animador cenário. Isto me preocupa, pois são eles que melhor deveriam compreender o fator humano dos candidatos.

Leonardo Patikowski,

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Dignidade perdida

A civilização humana é adornada por preceitos uniformes contrastada pela sua própria história. Nesta jornada, o preceito de dignidade é algo relativo. No entanto, esta dignificação não é equivalente. O ser diferente desqualifica aqueles que buscam por um espaço dentro da sociedade moderna, denegrindo-os e excluindo-os destes montantes civilizatórios. No século XVIII, o filosofo Immanuel Kant traduziu essa intolerância, de tal forma que nada poderia ser justificado frente a uma irrisória condição. Este preceito é conhecido como fundamentação dos costumes. Nele, os indivíduos são tratados como um fim em si e não como um meio. Segundo o filosofo, tudo teria um preço ou uma dignidade. Logo, quando algo tivesse um determinado preço poderia ser substituído por uma equivalência. Entretanto, a dignidade é algo muito relativo e particular em cada um de nós. Trata-se de um valor intimo que não admite ser substituído – por forças maiores – por algo que a possa equivaler. A sociedade, hoje, entende que o ser diferente é um fator indigno que estabelece, exige, fatores motrizes de equivalência relativa. Temas como a igualdade de gêneros, as relações homoafetivas e étnicas raciais são assuntos que traduzem esta busca dignitária por respeito e igualdade. Entretanto, cada uma delas, por mais diferentes que sejam, possuem uma condição “humana” igual entre todos. O que as diferem são seus costumes e estilos de vida. Porém, dentro dessas minorias, uma esfera de indivíduos não é observada pela sociedade da maneira como deveria. Elas são diferidas pela condição “humana”, pela fragilidade e pela imponência. Aos olhos da sociedade não possuem voz e pelo poder público são incapazes de tudo e mais um pouco: São eles os PCD’s.

Isto pode ser resumido em uma simples busca no mercado de trabalho, onde um profissional PCD qualificado e estudado não consegue disputar em “pé de igualdade” com uma pessoa dita “normal”. Sua condição o restringe a pleitear oportunidades direcionadas apenas, e exclusivas, para eles. Logo, se não há cotas, o indivíduo está fora do mercado de trabalho. Isto é resumido pelo histórico esteriótipo que a esfera possuí. Outro fator é a falta de acessibilidade das cidades para tais indivíduos. Se Kant traduziu que um valor intimo não pode ser atingido, será que o poder público possuí uma dignidade que não pode ser violada? Diante disso, subentende-se que são os PCD’s que precisam se adaptar ao sistema. Esta indignação é traduzida pela recente situação constrangedora que passei.

Necessitei renovar a minha CNH (Carteira Nacional de Habilitação), uma vez que ela estava em processo de vencimento. Fazem pouco mais de 10 anos que dirijo. Nunca tive uma infração ou algum tipo de problema no trânsito. Sempre dignifiquei minhas atitudes no dia a dia enquanto conduzo o meu veículo. Porém, na minha renovação mais recente, obtive a surpresa de ter uma prescrição insólita que viola diretamente minha individualidade como pessoa. Obtive uma restrição que define a obrigatoriedade de ter um painel eletrônico no volante do meu veículo. Não compreendi a exigência dessa alteração, uma vez que nunca necessitei de alterações no meu veículo, muito menos no volante. Minha carteira não prescrevia esta necessidade (sempre tive CNH especial), isto que ela tem mais de 10 anos. O que os peritos do DETRAN levaram em conta para definirem essa alteração? Eles não levam em conta que sou condutor a mais de uma década? Que eu possuo total mobilidade nos braços para acesso aos painéis? Que minhas CNHs anteriores não possuíam essa necessidade? Entretanto, o pior viria a seguir.

A alteração para ter um volante de “Formula 1” custa mais de R$ 4 mil reais, fora a mão de obra de instalação. Como a alteração seria mais um complicador ergonômico e financeiro para minha pessoa, sem hesitar fui recorrer a decisão. Porém mais uma surpresa: Tive que pagar mais de R$ 300 reais para dar encaminhamento ao processo de nova perícia. Ora, esse valor não deveria estar incluso na renovação? É entristecedor o sistema ser quão intolerante quanto a dignidade de pessoas que passam por um constrangimento tamanho como tal. O pior é que ainda acham que estão sendo complacentes e benévolos.

Por fim, tive minha carteira recolhida temporariamente, uma vez que, agora, necessitarei passar por uma bateria de exames do CENATRAN onde, inclusive, terei que provar que sei dirigir. Pode parecer uma bobagem isto que estou escrevendo. Alguns dirão que não há problema nisso. Que eu poderia acatar a decisão e fazer a adaptação, evitando este transtorno desnecessário. Porém, há problema sim. Isto fere um pouco daquela dignidade Kantiana que expliquei no primeiro parágrafo. O sistema acha que não temos voz, que somos seres frágeis que necessitam ser submetidos a tudo. Isto está errado. Se a maioria gosta de ser tratada assim, tudo bem. Mas, eu sempre busquei ser tratado como um indivíduo normal, sem disparidade. Não gosto dessa zona de conforto onde a maioria dos PCD’s se encontram. Não possuem voz por atitudes como esta. Se o sistema pensa assim é porque a maioria se sente confortável. O sistema deveria saber disso, pois não só atinge a minha dignidade, e a de tantos outros que sofrem calados, mas também infringem um direito básico de todo cidadão: o respeito.

Neste sentido, reflito: Como posso requerer o respeito de algo em detrimento da prevalência integra de acomodação de um semelhante? Como justificar a disparidade dignificativa de um direito cuja finalidade seria proteger “os direitos” daqueles que gostam de estar acomodados? Muita coisa precisa mudar na cabeça da nossa esfera, começando por lutar contra o nosso próprio “coitadismo”.

Leonardo Patikowski,

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Mordaça política. Uma retrógrada a nossa democracia.

O filosofo Friedrich Nietzsche já dizia, no século XIX, que um político possuí como virtude dividir os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos. Esta era sua visão, pouco mais de 150 anos antes do projeto de lei proposto pela Deputada Soraya Santos do PMDB fluminense. A PL 1589/2015 está, atualmente, em tramitação no congresso nacional e causa polêmica pelo teor do seu conteúdo. Segundo a proposta, quem falar mal de político na internet estará sujeito a passar até seis anos de reclusão fechada. O crime, inclusive, pode ser prescrito como hediondo. Logo, esdruxulamente este é o tipo de PL que contraria qualquer direito de expressão do cidadão. Um verdadeiro golpe a democracia.

Este projeto lembra praticas empregadas por democracias governadas a punho de ferro. Falar mal desses governantes denota em uma serie de implicações constitucionais indignas do país. Vide Venezuela e Coreia do Norte, por exemplo. Entre outros absurdos escritos na PL encontra-se algo que fere os princípios constitucionais do nosso país como o Marco Civil da Internet. Uma das grandes conquistas do Marco se refere a limitação que os órgãos investigativos possuem para investigar um usuário. Desta forma, eles necessitam de uma série de autorizações legais para prosseguir com as investigações. Logo, como em qualquer democracia do mundo, precisaria de um juiz para autorizar o prévio acesso aos dados. Com o projeto ele elimina todo o tramite de ordem judicial em que “qualquer autoridade competente” possa pedir os dados comunicações privadas dos usuários. Este projeto ignora princípios constitucionais fazendo que todo usuário fique exposto na internet.

Na pratica, hoje, o cidadão que sofreu algum ataque contra a sua honra necessita dar queixa do crime em alguma delegacia. Com a proposta, isto muda. Ele, basicamente, transforma o Ministério Público, por exemplo, como um órgão que passa a ter obrigação de processar estes crimes. Logo, o ministério se torna o advogado do político na causa. Isto implica que todo político não precisará custear um advogado e sim o Ministério Público, usando a sua influência, advogará o caso para tal.

Deputada Soraya Santos, autora do PL que torna crime falar mal de politico. Você esta sendo retrograda minha filha. Foto: www.pmdbnacamara.org.br
Deputada Soraya Santos, autora do PL que torna crime falar mal de político. Você está sendo retrograda minha filha. Foto: http://www.pmdbnacamara.org.br

Quem está preocupado com o atual momento do país necessita se preocupar com esse projeto. Não há democracia sem liberdade de expressão. Se ele for aprovado, será um lamentável retrocesso ao nosso país.

Infelizmente, hoje, temos um congresso retrógrado que é capaz de aprovar uma PL homofóbica como o Estatuto da família. Imagina, então, um projeto que nos impede de criticar políticos? Já posso imaginar os próximos projetos que entrarão em pauta de discussão no congresso. É bem provável que a revogação da Lei Áurea, em breve, estará a caminho. Em pleno século XXI e ainda estamos discutindo temas que já deveriam estar superados.

Este projeto de lei não traz nada de positivo a nossa democracia. Ele reforça a impressão de que existe duas classes de cidadãos no país: o político e não político. O político é a circunstância, representando os interesses de uma parcela do povo (empresas, sindicatos, instituições religiosas). O problema é que eles acabam se perpetuando no poder, criando uma barreira e gerando uma serie de atributos que os fazem ter acesso a absolutamente qualquer tipo de benefício. Porque um crime contra a honra de um político não pode ser julgado pelos meios legais? O político está acima do status de cidadão?

Parte da cidadania é exatamente fazer essas críticas. A nossa função como cidadão, eleitor, que os colocou no poder, é justamente esta. O princípio de liberdade, descrita no século XVIII, pelo filosofo Immanuel Kant se dá ao fato de sermos moralmente livres para criticarmos algo e revermos opiniões. Logo, a Deputada Soraya não deve ter estudado, nos seus tempos de estudante, a disciplina de ética (ou faltado a ela). Devemos ser livres para realizarmos a cidadania, fiscalizando exatamente o que o político faz, a fim de nos posicionarmos de maneira crítica. Abaixo a mordaça política.

Leonardo Patikowski,

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Tecnologia e homem: A que ponto ela nos afasta um dos outros?

Recentemente – em uma das tantas cadeiras que faço no curso de Comunicação Social – assisti a um vídeo da psicologa Sherry Turkle que palestrava sobre o tema tecnologia, com ênfase ao sentimento humano de distanciamento. A palestra é quão encantadora que me motivou a escrever algo sobre o tema. A seguir, disponibilizo parte do meu trabalho sobre a reflexão que fiz do assunto abordado por Sherry.

O encanto por novas ferramentas tecnológicas está presente desde os primórdios da nossa civilização. Para tanto, essa realidade continua nos dias atuais. Após o surgimento da internet – para o meio civil – acreditava-se que, por meio do seu aprendizado, poderíamos utiliza-la para viver uma vida melhor no “mundo real”. Como nunca antes vista, essa nova realidade mudou o nosso jeito de consumir informação, mas trouxe uma série de fatores que estão mudando o nosso jeito de pensar e conviver dentro da sociedade. De fato, muita coisa mudou nesses últimos anos. Hoje, estamos 24h conectados a pequenos dispositivos moveis. Eles estão não só modificando o que fazemos como também alteram quem nós somos. Há alguns anos, acharíamos estranha a vida que vivemos hoje. Entretanto, o simples fato de estarmos conectados nos faz ser dependentes desses pequenos apetrechos tecnológicos. De alguma forma, a tecnologia nos aproximou de maneira mais ampla: Encurtou distâncias; aproximou famílias e amigos; nos possibilitou conhecer outras pessoas; nos fez ir além das nossas potencialidades. A velocidade da informação nos bombardeou de uma série de mecanismos que, hoje, nos distância fisicamente das pessoas que estão ao nosso redor. Estamos perdendo o contato visual, (o famoso olho a olho), e negando atenção total entre uns aos outros. Nos apequenamos diante de uma simples SMS ou notificação de rede social. Há de convir: andamos removendo nossas tristezas e indo direto para o celular escoar nossos sentimentos. Hoje, somos mais máquina que homem. Diante disso, segundo a palestra de Sherry, estamos criando problemas para nós mesmos. Hoje, ao nosso bel-prazer, estamos customizando vidas, escondendo-nos um dos outros, mesmo estando constantemente conectados. Diante disso, estamos nos retocando cada vez mais em um universo tão distante e ao mesmo tempo perto um dos outros. Passamos a nos tornar individualistas. Basicamente, desaprendemos a conversar, devido a nossa própria insegurança, sacrificando nossas conversas por uma mera conexão. Vivemos em uma outra era, quão transformadora quanto o nosso passado. A velocidade da informação está diretamente ligada ao nosso senso de sobrevivência e, se preferir, de adaptação. Seria está a nossa própria destruição?

Esta é uma nova realidade que aos poucos fará parte do nosso dia a dia. Contudo, aos poucos estaremos deixando para trás tudo que foi construído em centenas de milhares de anos: o convívio social no “mundo real”.

Leonardo Patikowski,

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Pecaminosa estrada

Tropeçando sob percalços indecifráveis, cá estou sem rumo definido ou direção exata. Nada faz sentido nessa pecaminosa estrada. Arbustos sem vida circundam o caminho e um aconchegante manto negro bordeja toda sua extensão. Não sei o que quero encontrar ao final dele. Afinal, nem mesmo sei o meu verdadeiro proposito de estar trilhando-o.

Aqui me encontro, perdido e sozinho sob esta vasta solidão. Com medo desse repentino despovoamento que assola as minhas entranhas. Dos perigos que isso pode me causar e do custo que isto terá na minha bem-aventurada vida. Como eu quero um alguém para me guiar; um alguém para me escutar; um alguém para ser chamado de amigo. Este súbito ermo me incomoda, me sufoca, me destrói. Seria esta a metamorfose final para tornar-me um andarilho solitário? Só mesmo sendo um para ter esta certeza.

Leonardo Patikowski,

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Vamos celebrar a estupidez humana

O líder da Legião Urbana, Renato Russo, cantou esse trecho incontáveis vezes, em vida, na música “perfeição”. Nela somos apresentados a um coletivo de estupidezes celebradas pelos indivíduos ditos “puros”. A escolha pelo título, para esta resenha, possuí uma fundamentação. Não é sobre a música e, tão pouco, sobre o passado da antiga banda. É para algo que, infelizmente, tenho que voltar a falar neste blog: homofobia.

Recentemente, o boticário introduziu na mídia um vídeo promocional para o dia dos namorados. Nele somos apresentados a todos os tipos de casais, seja eles heteros, homo, casais com diferença de idade. A mensagem principal, que a empresa propõe transmitir, é a entrega do amor sob todas as formas. Entretanto, logo após a publicação do vídeo no Youtube (clique no link para assistir), a empresa recebeu uma enxurrada de críticas pela inclusão de casais do mesmo sexo celebrando a data. A dimensão que o caso teve foi tamanho que surgiram grupos propondo o boicote dos produtos do Boticário.

É estarrecedor testemunhar a fragilidade de certos indivíduos quanto ao tema. Não consigo encontrar fundamentos para oposição de certas atitudes como beijo gay na televisão, adoção de crianças por casais LGBT, casamento de pessoas do mesmo sexo, ainda mais para abraço homo afetivo. Isto é mais que legitimar a estupidez de poucos, mas oficializar o preconceito enraizado no íntimos dos ditos “puros” da música de Renato Russo.

Vídeo do Boticário sofre ataques homofóbicos

Esperando o perfume com as lágrimas da família tradicional!

Não consigo encontrar contrariedade a todas as formas de amor. O amor é livre para ser celebrado da forma que lhe convém. Se ele atinge os princípios conservadores da tradicional família brasileira, isso não é problema meu, teu e de ninguém. Mas respeito é muito bom dentro da nossa sociedade.

É muito triste ver a facilidade que esse tema tem de tomar dimensões tão grandes. Ainda mais triste que isso é ver os “ditos” conservadores propondo movimentos para negativarem um vídeo que, unicamente, celebra o amor. Criar movimento para celebrar um inverno mais quente para moradores de rua ou mantimentos para os cujos, por exemplo, não é interessante para eles. Porém, fácil mesmo é criticar a felicidade do próximo.

Curioso, também, é ver comentários de pessoas religiosas na postagem do vídeo, blasfemando a palavra de Deus e Jesus. Claro, para legitimar o preconceito se apoiam na bíblia. Gostaria de ver se os “puros” praticam tudo que está nesse livro e se realmente entendem os ensinamentos deixados por Jesus! Aliás, aqui vai um trecho da bíblia que fala de amor ao próximo:

 Mateus 7:3,5. “E por que se preocupar com um cisco no olho de um irmão, quando você tem uma tábua no seu próprio olho? 5. Hipócrita! Livre-se da tábua.” (Mateus, 7)

Enfim, estava desde o último domingo (31/05) com o assunto borbulhando dentro de mim. Sinto falta do tempo que não existia internet, assim como da época que as pessoas não expurgavam suas burrices e preconceitos para o mundo ver! O choro é livre e o amor também.

Leonardo Patikowski,

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