Tecnologia e homem: A que ponto ela nos afasta um dos outros?

Recentemente – em uma das tantas cadeiras que faço no curso de Comunicação Social – assisti a um vídeo da psicologa Sherry Turkle que palestrava sobre o tema tecnologia, com ênfase ao sentimento humano de distanciamento. A palestra é quão encantadora que me motivou a escrever algo sobre o tema. A seguir, disponibilizo parte do meu trabalho sobre a reflexão que fiz do assunto abordado por Sherry.

O encanto por novas ferramentas tecnológicas está presente desde os primórdios da nossa civilização. Para tanto, essa realidade continua nos dias atuais. Após o surgimento da internet – para o meio civil – acreditava-se que, por meio do seu aprendizado, poderíamos utiliza-la para viver uma vida melhor no “mundo real”. Como nunca antes vista, essa nova realidade mudou o nosso jeito de consumir informação, mas trouxe uma série de fatores que estão mudando o nosso jeito de pensar e conviver dentro da sociedade. De fato, muita coisa mudou nesses últimos anos. Hoje, estamos 24h conectados a pequenos dispositivos moveis. Eles estão não só modificando o que fazemos como também alteram quem nós somos. Há alguns anos, acharíamos estranha a vida que vivemos hoje. Entretanto, o simples fato de estarmos conectados nos faz ser dependentes desses pequenos apetrechos tecnológicos. De alguma forma, a tecnologia nos aproximou de maneira mais ampla: Encurtou distâncias; aproximou famílias e amigos; nos possibilitou conhecer outras pessoas; nos fez ir além das nossas potencialidades. A velocidade da informação nos bombardeou de uma série de mecanismos que, hoje, nos distância fisicamente das pessoas que estão ao nosso redor. Estamos perdendo o contato visual, (o famoso olho a olho), e negando atenção total entre uns aos outros. Nos apequenamos diante de uma simples SMS ou notificação de rede social. Há de convir: andamos removendo nossas tristezas e indo direto para o celular escoar nossos sentimentos. Hoje, somos mais máquina que homem. Diante disso, segundo a palestra de Sherry, estamos criando problemas para nós mesmos. Hoje, ao nosso bel-prazer, estamos customizando vidas, escondendo-nos um dos outros, mesmo estando constantemente conectados. Diante disso, estamos nos retocando cada vez mais em um universo tão distante e ao mesmo tempo perto um dos outros. Passamos a nos tornar individualistas. Basicamente, desaprendemos a conversar, devido a nossa própria insegurança, sacrificando nossas conversas por uma mera conexão. Vivemos em uma outra era, quão transformadora quanto o nosso passado. A velocidade da informação está diretamente ligada ao nosso senso de sobrevivência e, se preferir, de adaptação. Seria está a nossa própria destruição?

Esta é uma nova realidade que aos poucos fará parte do nosso dia a dia. Contudo, aos poucos estaremos deixando para trás tudo que foi construído em centenas de milhares de anos: o convívio social no “mundo real”.

Leonardo Patikowski,

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