Vamos celebrar a estupidez humana

O líder da Legião Urbana, Renato Russo, cantou esse trecho incontáveis vezes, em vida, na música “perfeição”. Nela somos apresentados a um coletivo de estupidezes celebradas pelos indivíduos ditos “puros”. A escolha pelo título, para esta resenha, possuí uma fundamentação. Não é sobre a música e, tão pouco, sobre o passado da antiga banda. É para algo que, infelizmente, tenho que voltar a falar neste blog: homofobia.

Recentemente, o boticário introduziu na mídia um vídeo promocional para o dia dos namorados. Nele somos apresentados a todos os tipos de casais, seja eles heteros, homo, casais com diferença de idade. A mensagem principal, que a empresa propõe transmitir, é a entrega do amor sob todas as formas. Entretanto, logo após a publicação do vídeo no Youtube (clique no link para assistir), a empresa recebeu uma enxurrada de críticas pela inclusão de casais do mesmo sexo celebrando a data. A dimensão que o caso teve foi tamanho que surgiram grupos propondo o boicote dos produtos do Boticário.

É estarrecedor testemunhar a fragilidade de certos indivíduos quanto ao tema. Não consigo encontrar fundamentos para oposição de certas atitudes como beijo gay na televisão, adoção de crianças por casais LGBT, casamento de pessoas do mesmo sexo, ainda mais para abraço homo afetivo. Isto é mais que legitimar a estupidez de poucos, mas oficializar o preconceito enraizado no íntimos dos ditos “puros” da música de Renato Russo.

Vídeo do Boticário sofre ataques homofóbicos

Esperando o perfume com as lágrimas da família tradicional!

Não consigo encontrar contrariedade a todas as formas de amor. O amor é livre para ser celebrado da forma que lhe convém. Se ele atinge os princípios conservadores da tradicional família brasileira, isso não é problema meu, teu e de ninguém. Mas respeito é muito bom dentro da nossa sociedade.

É muito triste ver a facilidade que esse tema tem de tomar dimensões tão grandes. Ainda mais triste que isso é ver os “ditos” conservadores propondo movimentos para negativarem um vídeo que, unicamente, celebra o amor. Criar movimento para celebrar um inverno mais quente para moradores de rua ou mantimentos para os cujos, por exemplo, não é interessante para eles. Porém, fácil mesmo é criticar a felicidade do próximo.

Curioso, também, é ver comentários de pessoas religiosas na postagem do vídeo, blasfemando a palavra de Deus e Jesus. Claro, para legitimar o preconceito se apoiam na bíblia. Gostaria de ver se os “puros” praticam tudo que está nesse livro e se realmente entendem os ensinamentos deixados por Jesus! Aliás, aqui vai um trecho da bíblia que fala de amor ao próximo:

 Mateus 7:3,5. “E por que se preocupar com um cisco no olho de um irmão, quando você tem uma tábua no seu próprio olho? 5. Hipócrita! Livre-se da tábua.” (Mateus, 7)

Enfim, estava desde o último domingo (31/05) com o assunto borbulhando dentro de mim. Sinto falta do tempo que não existia internet, assim como da época que as pessoas não expurgavam suas burrices e preconceitos para o mundo ver! O choro é livre e o amor também.

Leonardo Patikowski,

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