Doce menina

Estive séculos a pensar de como fui ingênuo em não te conhecer. Sob plumas branquinhas e fofinhas, aqui de cima, apenas observo sua alegria e jovialidade. Sua beleza é imensurável, realçada em uma figura carnal de pele lisa como seda, rosada como um botão de rosa e reluzente como o brilho do sol. Sua presença irradia qualquer ambiente, tornando-o tão cheio de energia. Tudo a sua volta é de uma vivacidade imensurável. De certa forma, como um Deus, jamais tive a coragem de te conhecer. Apenas acompanhei suas incontáveis vidas resplandecentes, deleitosas e tristes como um mero espectador.

Hoje, sob o caráter da inocência de uma criança ingenua, entristecido, continuo a observar este repetitivo momento. Rodopiando de pés descalços do alto de uma colina vejo o céu escarlate, ao horizonte, aos poucos se despedindo. Mais uma estrela, de tantas, está pronta para tomar o seu lugar nesta vasta escuridão, onde só as mais belas tem um espaço guardado.

Leonardo Patikowski,

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