Lampejos de vida

Este conto é uma continuação direta de Feridas profundas. Para melhor compreensão do conto abaixo, aconselho lê-lo primeiro clicando aqui.

Sua vida sem cor pouco mudou. Seus sentimentos tão pouco deixaram de ser insensíveis. Entretanto, aquele corpo irreal, vulgarizado pelo seu íntimo, rejeitado pela sociedade, clamava pelo calor de uma vida. Eis uma luz.
Era semelhante a ela, possuía o mesmo gênero. Sabia que dificilmente aquele sentimento floresceria, da mesma forma que desabrochava dentro de si. Sentimento mutuo não rolaria, exceto em suas mais profundas fantasias. Mas a porta se abriu. Seu leito vazio foi contaminado por um calor irresistível. Alegremente, cores tomavam conta do seu corpo. A cada toque, escorriam lampejos que faziam aquela mesma brasa, dentro de si, voltar a acender. Labaredas de amor chamuscavam naquele ambiente. Ali se encontrava a criatura, aberta, livre, protegida sob os braços de um alguém silencioso, assim como ela é.

Leonardo Patikowski,

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