Feridas profundas

Era uma moça triste. Faltavam sorrisos em seus lábios. Brilhos nos olhos não se via mais. Era uma mulher em um corpo calejado pelo seus 27 anos de vida ingrata. Sob o seu leito vazio, o silêncio tomava conta de sua persona. O frio pairava sobre sua pele, machucada pelas intempéries da sua existência. Feridas estas que escorriam, corriam, sem cor, como cinzas após o último lampejo de fogo. Feito como o efeito de uma droga, estirada sobre os trapos de uma cama, ali se encontrava ela, amarga criatura. Uma mulher transcrita em um corpo que não era seu.

Leonardo Patikowski,

PS: Este conto possuí uma continuação direta chamada Lampejos de vida. Para lê-lo clique aqui.
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