Uma odisséia chamada mente

Diria que passo por um momento utópico. Aliás, quão modulador que certas potencialidades, ocultas em mim, floresceram a ponto de me amadurecer, meio que tardiamente, como homem. Aprendi que abrir mão de certas coisas nos faz refletir do quanto é necessário passar pelo calejo da vida. Deixar de viver certas incertezas é libertador. Talvez esteja sendo melodramático, em demasia, nas colocações, mas isso é reflexo das minhas leituras. Aliás, ultimamente ando lendo muito, mais que o normal.
Atualmente estou lendo “2010” obra do escritor cingalês (Sri Lanka) Arthur C. Clarke. O livro é o segundo da conceituada quadrilogia “Uma Odisséia no Espaço”, conhecida popularmente pelo filme, do mesmo nome, do cineasta Stanley Kubrick. A obra retrata a missão de resgate da nave Discovery, estacionada na orbita de Io, (uma das luas de Júpiter), assim como descobrir as reais causas dos misteriosos acontecimentos, ocorridos com a antiga tripulação, do primeiro livro/filme. A obra é quão encantadora que consegue mesclar ciência, filosofia e religião em um único e cativante romance interestelar. Mas o que isto tem haver com o que escrevi anteriormente? Digamos, viver algo inexistente faz parte não só do nosso imaginário, mas, também, da vida real.
Em um dos capítulos da obra, o protagonista Dr. Floyd reflete o quanto nossa mente pode ser maleável, adaptável. Nesta passagem, o personagem descreve a mente como uma máquina “espantosa”, capaz de se adaptar e, com o passar do tempo, fazer com que o inacreditável se torne um “lugar comum”. Isto pode ser colocado ao pé da letra nos relacionamentos amorosos, por exemplo. Quem nunca viveu uma ilusão ou acreditou em algo que jamais daria certo?
O fato da nossa mente ser maleável se justifica pela fácil adaptação à certas circunstâncias, seja ela o que for. Freud já havia adiantado isso em várias de suas obras que falam sobre a mente humana. Constatando a passagem, pude perceber o quanto amadureci nesses últimos anos. Largar algumas coisas de mão, que não nos levam a lugar algum, impedem que essa ilusão se torne um vício, circunstancial, em nossa mente e, assim, consequentemente, em nossas vidas. Este circulo vicioso não só acabam se mesclando em nós como destrói-nos pouco a pouco. Por isso que a nossa mente pode ser quão fascinante e tenebrosa ao mesmo tempo.
Por este fato, abrir mão de algo que não te levará a lugar algum te poupará de sofrimentos futuros.  Invés de se enganar por algo irrisório, vicio de sua mente, procure vitalizar o que há de bom dentro de ti e faça desta “odisséia” um verdadeiro acontecimento positivista em sua vida, assim como foi para a minha.

Leonardo Patikowski,

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