Companhia estranha

Menina, danada que tu és. Peripeciando no silêncio, como uma bailarina em um palco sem luz. Sua malandra, sisma a continuar perto de mim. Largar? Esta palavra não existe em seu dicionário. Deixar? Tampouco a conhece. Da sua face, inconfundível, vejo um pouco de mim.
Como tu és fiel. Fomos feitos um para o outro. Sinônimo disso é que está sempre ao meu lado. Sempre que estou sozinho, você esta ali para me acompanhar. Quando estou chorando, você esta aqui para me consolar. Mas quando estou com medo, você me cobre sob seu vasto manto negro para me aconchegar. Você é incorruptível. Nada teme. Sua fidelidade, me causa calafrios. Seu rosto é simplesmente o meu reflexo, projetado neste tempestuoso isolamento. Ver que você sofre do mesmo mau me assusta. Solidão, sua ruidosa, quando encontrará o seu verdadeiro caminho?

Leonardo Patikowski,

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